Oscar Wilde e Sua Implicância com o Amor – Crítica O Rouxinol e A Rosa
Assim como O Retrato de Dorian Gray e muitas outras obras de Oscar, em O Rouxinol e A Rosa ele insiste em usar sua receita de dois ingredientes repetitiva: a escrita maravilhosamente única... E sua implicância para com o Amor.
Wilde é de fato um amante da Filosofia, Literatura e quaisquer outras áreas relacionadas a intelectuais e conhecimento puro – e deixa isso bem claro ao final do conto. "Viver é a coisa mais rara do mundo – a maioria das pessoas apenas existe" é uma de suas frases, que reflete bem sua firme opinião sobre a ignorância humana – o que eu até concordo em certo ponto.
Mas certamente não concordo com o segundo ingrediente de sua receita.
O Rouxinol e A Rosa é um conto de Wilde que apresenta o Rouxinol, um pássaro que visivelmente é muito poético, e que desenvolve certa admiração para com o Estudante, o jovem amargurado que só queria uma rosa-vermelha para a moça que demonstra tamanho amor e paixão.
Entre outros personagens do cenário, temos as Roseiras. A branca, a amarela e, como esperado, a vermelha. A parte em que Wilde escreve as falas das Roseiras é certamente repleta de poesia e emoção – o que é desconstruído com sua implicância –, e o momento em que a Roseira vermelha diz o que quer do Rouxinol para dar-lhe uma Rosa é, claramente, quando o clímax começa.
Devo dizer que a implicância de Wilde me aborrece tremendamente. A cada obra, essa intriga só fica mais clara. Mas, sinceramente? Penso que essa implicância infinda só expressa o quanto Wilde era uma pessoa que não obteve sucesso no Amor e, como uma criança birrenta, criou um ranço sem fim. (Afinal, perder uma bela senhorita para Bram Stocker não é algo muito agradável para sua experiência amorosa.)
A única coisa em que eu e Wilde concordamos a partir desse conto é que, sim, coisas pequenas valem bem mais do que coisas que consideramos maiores. Que o Rouxinol certamente desperdiçou sua natureza magnífica com um humano perdido em sentimentos temporários.
"[...] o que é o coração de um passarinho comparado com o coração de um homem?".
Muita coisa, eu lhe diria. Muita coisa.
Por Alex Kurt.
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